5 formas comuns de inovar e seus 6 principais tipos de inovação11 min read
Ao contrário do que muitos imaginam inovar não obrigatoriamente deve ser algo complexo ou que exige alto investimento. Por isso, trataremos neste post as principais formas de inovar e os mais comuns tipos de inovação.
Alexandre Spada

Escrito por Alexandre Spada

Engana-se quem acredita que inovação obrigatóriamente é algo extremamente complexo e que envolve muitos recursos financeiros.

A verdade é que inovar está ao alcance de todos, de situações simples a complexas e de pequenas a grandes empresas.

Etimologicamente inovação significa “tornar novo”. Segundo a Wikipedia a palavra é derivada do termo latino innovatio, que se refere a uma ideia, método ou processo que é criado e que pouco se parece com padrões anteriores.

Embora atualmente o conceito de inovação venha sendo frequentemente associado a tecnologias revolucionárias promovidas por grandes empresas e ao conceito de invenção, seu real sentido está mais ligado à criatividade e ao design.

Inovar significa não somente desenvolver ou melhorar algo de modo que satisfaça a uma necessidade, mas também, atender a uma carência já existente de forma mais eficiente, rápida ou que gere menos custos a uma organização.

A inovação pode ser aplicada a criação de produtos, serviços, processos de produção, modelos e métodos de gestão, assim como a elementos de marketing ligados a branding, oferta, divulgação e vendas.

Por estes e outros motivos inovar vem sendo tão amplamente essencial para o empreendedorismo e para empresas de todos os segmentos, constituindo um importante fator de diferenciação capaz de criar  vantagens competitivas duradouras e difíceis de serem copiadas.

Tanto é verdade esta afirmação que um estudo recente da Accenture revelou que mais de 90% dos executivos acreditam que o sucesso a longo prazo da estratégia de uma empresa depende da sua capacidade de desenvolver novas idéias e de inovar.

No vasto mar da inovação, as empresas que assumem o maior risco, fecham as maiores lacunas do mercado e identificam as mais novas oportunidades. Por isso,  são recompensadas financeiramente por seus consumidores.

Jacob Beckley

Como a inovação tem sido vista nas empresas?

Inovação nas empresas

É fato que a maioria dos profissionais de negócios concordam que a inovação é fundamental para o sucesso empresarial, mas, apesar da sua reconhecida importância, a percepção coletiva é de que as empresas não estão investindo o suficiente para fomentá-la.

O mesmo estudo da Accenture citado anteriormente, identificou um declínio de satisfação dos colaboradores com o desempenho de inovação de suas empresas ao longo dos últimos três anos.

Um outro estudo, agora da Deloitte Touche Tohmatsu Limited, descobriu que apenas um quarto dos funcionários da geração Y pensam que seus líderes empresariais estão fazendo o suficiente para encorajar práticas que promovam o desenvolvimento de novas ideias.

O que podemos concluir, observando pesquisas como essas e o dia a dia de vários negócios, é que embora a cultura de inovar esteja crescendo rapidamente, ainda faltam modelos sistêmicos e práticas que favoreçam sua implementação em escala.

Para que a inovação traga resultados significativos e possa ser replicada é preciso que parta de processos claros, bem definidos e planejados. Mas, isso não quer dizer que sistematizar a geração de ideias inovadoras seja algo extremante complexo.

Então, por onde começar?

O primeiro passo é entender quais são os principais tipos e formas de inovação.

Quais são as principais formas de inovar?

5 principais formas de inovação

Ao tentar ser inovadora, as empresas de um modo geral podem escolher entre uma variedade de diferentes formas, como veremos a seguir.

Inovação Aberta

Originada por Henry Chesbrough em seu livro: Inovação aberta: pesquisando um novo paradigma (Oxford University Press), esse modelo de inovar ocorre quando empresas usam ideias internas e externas para auxiliar na melhoria de seus produtos e serviços.

A inovação aberta é o uso de influxos propostos e saídas de conhecimento para acelerar a inovação interna e expandir os mercados para o uso externo da inovação.

Henry Chesbrough

Com tanta informação disponível não faz mais sentindo restringir processos de desenvolvimento e criação aos laboratórios de P&D somente a funcionários de uma empresa.

Chesbrough acredita que a inovação aberta é a maneira mais lucrativa de inovar e aproveitar ao máximo todos os recursos disponíveis.

Uma vez que seja realizada corretamente, a inovação aberta tem o potencial de reduzir custos, acelerar o ciclo de vendas, aumentar a diferenciação no mercado e criar novos fluxos de receita.

Um exemplo clássico de sucesso envolvendo este tipo de inovação ocorreu quando a Microsoft lançou o Kinect para o Xbox em 2010.

Após seu lançamento ele tornou-se rapidamente o dispositivo mais consumido do mundo por fãs de games, vendendo 8 milhões de unidades apenas nos primeiros dois meses.

Com a sua popularização, hackers de todo o mundo começaram a alterar suas funcionalidades para que ele fizesse coisas que a Microsoft nunca pretendia.

No entanto, ao invés de pedir que parassem ela os incentivou, lançando rapidamente kits de desenvolvimento de software para ajudá-los.

Inovação Disruptiva

Cunhada pelo professor, autor e empresário Clay Christensen, a inovação disruptiva acontece quando novos produtos ou serviços introduzem no mercado transformações radicais, sejam elas de modelo de negócio, de preço, processos, uso, etc.

De acordo com o Christensen Institute for Disruptive Innovation, a teoria explica o fenômeno pelo qual uma inovação transforma um mercado ou setor existente, introduzindo simplicidade, conveniência e acessibilidade onde a complicação e o alto custo prevalecem.

É o caso dos smartphones como substitutos dos celulares convencionais, dos CDs como substitutos dos LPs e fitas cassete, das telas touch em substituição aos teclados, etc.

Inovação Reversa

A inovação reversa tem como principal característica o público alvo a que se destina.

São produtos ou serviços desenvolvidos primeiro para uso em países em desenvolvimento, mas que gradativamente são adotados mundialmente.

Em um artigo para a Harvard Business Review, Vijay Govindarajan, autor da “Reverse Innovation” escreveu:

…no seu núcleo, a inovação inversa descreve as soluções adotadas primeiro em países emergentes mais pobres que subsequentemente – e disruptivamente – encontram um mercado em países mais ricos e desenvolvidos.

Como exemplos de inovação reversa podemos citar as cápsulas de café que a Nestlé criou para comercialização na Índia, mas que eventualmente tornaram-se populares na Austrália e na Nova Zelândia.

Podemos citar também as lojas de pequeno porte do Wal-Mart, que originalmente foram desenvolvidas para o México, mas que acabaram se tornando populares nos EUA.

Inovação Incremental

A inovação incremental acontece quando as empresas fazem pequenas mudanças em produtos e serviços para garantir que eles mantenham seu lugar no mercado.

Ao invés de mudanças radicais e disruptivas, a inovação incremental simplesmente se baseia no que já existe, adicionando melhorias, novas funcionalidades ou formas de uso.

Como exemplo de inovação incremental podemos citar as lâminas de barbear masculinas, que por padrão, possuíam apenas uma lâmina e agora são comercializadas em diversos tipos e formatos.

Um outro exemplo são os automóveis, que estão constantemente sendo atualizados com novos recursos e tecnologias.

Inovação Radical

A inovação radical é a responsável pelo desenvolvimento de ideias e conceitos completamente novos.

Muitas vezes desenvolvidas por equipes de pesquisa e desenvolvimento (P&D), as inovações radicais geralmente utilizam inovações tecnológicas como forma de chegar rapidamente ao topo de novos mercados.

Exemplos de inovações radicais incluem impressoras 3D,  a internet e os transistores.

6 tipos comuns de inovação

6 Tipos comuns de inovação

Agora que você já conhece as formas como pode inovar em sua empresa, chegou a hora de descobrir quais são os 6 principais tipos de inovação.

Academicamente, eles são divididos assim para facilitar o entendimento e a forma como podem ser aplicados em negócios.

Inovação de Produto

São melhorias aplicadas a produtos já existentes, como por exemplo, a mudança de matéria-prima, alterações de design e interface com o cliente, melhorias no software incorporado, inclusão de novas funcionalidades e o uso de componentes eletrônicos mais modernos em sua produção.

Exemplo: Os smartphones trouxeram uma nova forma de uso para telefones celulares.

Inovação de Processo

Trata de mudanças na produção de um produto ou na forma como um serviço é prestado.

Não gera necessariamente impacto em seu resultado final, mas traz benefícios perceptíveis, geralmente ligados ao aumento de produtividade e redução de custos.

Exemplo: O uso do e-mail e instant messengers mudou a forma como as pessoas se comunicam. Essas ferramentas trouxeram por menores custos, mais agilidade e comodidade à troca de informações.

Inovação Organizacional

Implica na melhoria da condução de trabalhos internos e na relação externa com clientes e fornecedores. A inovação organizacional pode também estar diretamente ligada ao modelo de negócio da empresa, ou seja, com a forma como o produto ou serviço é comercializado.

Exemplo: Ao invés das tradicionais locações físicas de filmes em VHS, DVD e Blue Ray, a Netflix inovou no modelo de negócio do segmento, oferecendo filmes, séries e documentários ilimitados por streaming (transmissão online) a uma mensalidade fixa.

Inovação de Marketing

Os hábitos de consumo também estão enquadrados nas mudanças comportamentais que vemos impactando a sociedade, portanto, para atingir a um público-alvo é necessário estar onde ele está, falar sua língua, saber seus desejos e necessidades.

Isso muda a todo o momento, e por essa razão, as estratégias e ações de Marketing precisam estar sempre atentas, adaptando-se rapidamente para manter um produto ou serviço na mídia e competitivo no mercado.

Exemplo: O Marketing Digital é uma das principais ferramentas utilizadas atualmente por empresas de pequeno, médio e grande porte. Possui característica cross channel, ou seja, busca engajamento e fixação de um publico alvo através de campanhas e ações em múltiplos canais de comunicação, que criam e fortalecem uma presença digital.

Para isso, ele utiliza inúmeras ferramentas e estratégias totalmente inovadoras, como Automação, Inbound, SEO, Marketing de Conteúdo, Publicidade totalmente segmentada, etc.

A Inovação como fator competitivo

Historicamente, com o passar das décadas, a globalização e fatores tecnológicos foram responsáveis por mudanças de foco dentro das organizações na busca pela competitividade.

Essas abordagens geraram consequências diretas na concepção de produtos e serviços e foram decisivas na construção do cenário mercadológico que vivenciamos.

DécadaFocoEfeito
70CustoProdutos mais baratos vendiam mais
80QualidadePreço não é o mais importante fator de decisão
90TempoÊnfase na qualidade, preço e tempo de entrega
00FlexibilidadeProdutos customizados por cliente
10InovaçãoSustentabilidade como fator diferencial

Para inovar é preciso sair da zona de conforto

Para que as empresas realizem inovações é necessário, em primeiro lugar desenvolver políticas internas no intuito de despertar a consciência da necessidade de sua busca constante, capacitando equipes e líderes no sentido de estimular individualmente o desejo de desenvolver melhorias, de aumentar a qualidade de produtos e serviços ou de criar algo novo.

Inovar não é a tradução de soluções complexas e que exijam alto grau de instrução. Inovar é resolver dificuldades.

Os grandes problemas encontrados por empresas e pessoas, geralmente são a somatória de pequenos problemas, que poderiam muitas vezes ser sanados com ideias simples e um pouco de criatividade.

Inovar é quebrar paradigmas, sair da zona de conforto e estimular o pensamento divergente. Inovar é partir do principio de que tudo sempre pode ser melhorado.

Para fecharmos esse texto, fica a indicação do filme Flash of Genius, em português Jogada de Gênio, que conta a polêmica história da invenção do limpador de para-brisa, desenvolvido pela norte americana Mary Anderson.

Anderson desenvolveu o produto incomodada pelas constantes paradas que os bondes da época realizavam para remover o acúmulo de neve em seus vidros.

Agora é a sua vez!

E você? Como tem buscado inovar em seu negócio? Possui algum processo? Quais dificuldades tem encontrado?

Conte-nos aqui logo abaixo nos comentários!

Alexandre Spada

Escrito por Alexandre Spada

Alexandre é Mestre em Design, Tecnologia e Inovação, Master in Business Administration em Gestão Estratégica de Negócios, Especialista em Engenharia Web e Bacharel em Ciência da Computação.

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